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    Christian Bouchet | Entrevista com Aleksandr Dugin | 08.11.2010 Напечатать текущую страницу

    Entrevista com Aleksandr Dugin

    di: Christian Bouchet

    Doutor em história das ciências e em ciência política, desde há muito director do Centro de Análise Geopolítica da Duma, Aleksandr Dugin é titular da cátedra de geopolítica na Universidade Lermontov de Moscovo (Universidade Estatal de Moscovo). O teórico mais conhecido do neo-eurasismo, é considerado como tendo uma grande influência nos meios políticos e militares russos. Foi publicada, muito recentemente, a sua primeira obra em língua portuguesa: A Grande Guerra dos Continentes, pela Antagonista Editora.

    Christian Bouchet: Obrigado por ter aceitado responder às nossas questões. Há tantos acontecimentos políticos e geopolíticos sobre os quais gostaríamos que nos esclarecesse, que nos é difícil começar…

    Em 29 de Março último, a cidade de Moscovo foi vítima de duas explosões terroristas em estações de metro. No Ocidente, a pista dos islamitas do Cáucaso foi a única a ser privilegiada pela comunicação social de massas, contudo, algumas vozes discordantes afirmaram que se tratavam de acções «sob falsa bandeira» e que os incitadores de tais atentados bem podiam ser os serviços secretos georgianos, senão mesmo a CIA.

    O que é que sabe acerca disto e qual é a sua opinião?

    Aleksandr Dugin - A participação de islamitas nesses atentados é quase certa e Doku Umarov reinvindicou a sua responsabilidade. Existem, com efeito, no Cáucaso do Norte – no Daguestão, na Ingúchia e na Chechénia – pequenos grupos islamitas que continuamente travam uma luta armada contra a Rússia.

    Ao mesmo tempo, também é certo que os serviços secretos georgianos, que se querem vingar da derrota do seu País na Ossétia do sul e na Abecásia, estão cada vez mais implicados no apoio a estas guerrilhas islamitas.

    Para além disso, nos estados Unidos, com Barack Obama, e os democratas no poder, os apoiantes de Zbigniew têm de novo influência. E estes são favoráveis a um apoio aos rebeldes islamitas na Rússia a fim de desestabilizar a Federação Russa, tornando-a mais dependente do Ocidente.

    Assim sendo, podemos pois, de uma forma mais ou menos esquemática, resumir a situação da seguinte maneira: os atentados de Moscovo foram, segundo tudo indica, cometidos por islamistas com o apoio da Geórgia e o incitamento de Washington.

    Christian Bouchet – O governo saído da revolução laranja, dita das túlipas, acaba de cair no Quirguistão e o governo alaranjado ucraniano teve recentemente uma amarga derrota eleitoral. Parece que os governos originados por revoluções coloridas estão todos em dificuldades. Será isto correcto, e já agora generalizado? Poderemos pensar que tal se insere numa mudança geral de orientação das repúblicas originadas pela implosão da União Soviética?

    Aleksandr Dugin - O que se passou no Quirguistão foi consequência das correlações de força geopolíticas e domésticas.

    É evidente que quer a Rússia quer os Estados Unidos têm interesse em controlar o governo de Bichkek em exercício. Washington depende muito da base de Manas para os aviões militares que intervêm no Afeganistão. Moscovo quer controlar essa base para que Bichkek não se arrogue demasiadas liberdades.

    Contudo, não creio que por detrás dos motins se possa discernir a mão dos russos ou dos americanos. Bakiev tinha falhado na reorganização do seu País e na consolidação da sociedade. Era odiado por uma parte importante dos Quirguizes e havia razões bastantes, ligadas à sua política interna, para justificar o eclodir dos motins.

    Rosa Otumbaeva que acaba de lhe suceder é, simultaneamente, liberal, pró-russa e pró-americana.

    Actualmente, procura o apoio de Putin, mas ninguém sabe como é que ela se irá comportar de seguida, nem tão pouco se conseguirá manter o poder por muito tempo.

    Para mais, O Quirguistão está dividido em duas regiões, setentrional e meridional. Nesta última, há muitos islamitas e a etnia uigur tem aí lugar de destaque. Bakiev, que é originário dali, refugiou-se lá antes de se exilar na Bielorrússia. Portanto não é de excluir que possa estalar, a termo, uma guerra civil entre o Sul e o Norte.

    No que às outras repúblicas ex-soviéticas diz respeito, é preciso sublinhar uma coisa importante: é a Rússia e não os Estados Unidos que garante a integridade desses países. Se os seus dirigentes simpatizam com Moscovo não têm problemas de separatismo. É o caso do Cazaquistão, da Arménia, da Bielorrússia. Pelo contrário, os países cujos dirigentes são hostis à Rússia – como a Moldávia, a Geórgia, a Ucrânia, no tempo de Yuschenko, ou o Azerbaijão – são ameaçados pelo separatismo. Basta que modifiquem a sua atitude face a Moscovo para que os seus problemas acabem. Hoje em dia apenas Saakachvili se recusa a compreende-lo, continuando a lutar contra Moscovo. É isto que pode explicar a continuação da ameaça à integridade da Geórgia, já depois da Ossétia e da Abecásia terem declarado a sua independência, pelo secessionismo da Mingrélia, da Svanétia e da Javakhetia arménia.

    Creio que a ineficácia das revoluções coloridas já ficou provada. Não conseguiram instaurar governos estáveis. Deste ponto de vista creio que a Rússia ganhou o combate de influências no espaço pós-soviético.

    Christian Bouchet – O discurso de Vladimir Putin em Katyn teria um significado particular a nível geopolítico? A ser esse o caso, o acidente de avião que causou a morte do presidente da República Polaca, é de molde a modificar as relações entre Moscovo e Varsóvia?

    Aleksandr Dugin - No que a Katyn diz respeito, Putin já tinha admitido a culpabilidade russa. Somente o repetiu. Por seu lado, Lech Kaczynsky queria utilizar a ocasião proporcionada pelo aniversário do acontecimento para, uma vez mais, criminalizar os russos e os soviéticos. Para ele era um pretexto simbólico da mais alta importância. Também simbolicamente não se poderia imaginar um acontecimento que melhor pudesse demonstrar à maioria dos russos que os polacos estavam a utilizar os factos do passado com um objectivo russófobo.

    Putin já se resignara a isso, foram as forças da justiça imanente que emergiram neste extraordinário acidente de avião. Aquele que queria humilhar, uma vez mais, os russos, morreu por sua própria culpa. Simultaneamente, no avião morreram todos os representantes da russofobia mais extremada que viajavam com Kaczynsky. É extraordinário!

    Excluo totalmente que Moscovo possa estar implicada no acidente. É absolutamente impossível. Na realidade, a justiça imanente foi mais forte que a vontade dos dirigentes da Rússia que são preferencialmente favoráveis a um compromisso com o Ocidente.

    Que isso venha a modificar as relações entre a Polónia e a Rússia, é possível e tal não poderá deixar de as melhorar. Donald Tusk, que acederá sem dúvida à presidência da República Polaca, sempre teve mais boa vontade face a Moscovo. Mais uma vez é a justiça imanente…

    Christian Bouchet – A 26 de Março último cumpriu-se o décimo aniversário da ascensão ao poder de Vladimir Putin. Como analisa este decénio? Diz-se por vezes que existiriam desacordos entre Vladimir Putin e Dimitri Medvedev. Isto é verdade e se sim, sobre o quê?

    Aleksandr Dugin - Ninguém sabe exactamente. Há as imagens e há a realidade. As imagens fazem pensar que Medvedev é mais liberal e que Putin é mais patriota. Mas tudo isto não está formalmente organizado e os especialistas questionam-se se existirão realmente diferenças reais ou se assistimos unicamente a uma encenação para sossegar os americanos.

    É claro que os Estados Unidos são favoráveis a Medvedev m as não podemos dizer onde acaba o jogo e começa a realidade. Só Putin é, aos olhos das massas, legítimo, e isto enquanto homem e enquanto incarnação de uma política favorável ao retorno da Grande Rússia.

    Quanto a julgar a década de Vladimir Putin, confesso-lhe que estou um pouco desencantado. Putin fez, imediatamente após a sua chegada ao poder, coisas excelentes. Salvou a Rússia do abismo e manteve a sua integridade.

    Tudo aquilo que foi feito nos primeiros anos, em 2000-2001, era magnífico e prometedor. Depois disso, parou com as suas reformas de tipo eurásico e ligou-se aos liberais e ao ocidente. O pior aconteceu depois do 11 de Setembro, quando decidiu apoiar os americanos no Afeganistão. Foi um erro grave. É certo que continuou a levar a cabo uma política mais ou menos correcta mas o ritmo das suas acções começou a colocar problemas aos patriotas. O facto de ter proposto Medvedev para lhe suceder não foi compreendido por estes. Esperamos que Putin volte ao poder em 2012, mas alguns já temem que, mais uma vez, ele não venha a fazer nada de definitivo.

    O seu balanço é positivo mas o interregno de Medvedev levanta questões e dúvidas quanto aos seus projectos futuros. Não mudou nada no clima cultural da Rússia, não resolveu os graves problemas sociais. Tolerou os liberais e não propôs receitas alternativas contra a crise. Não lutou efectivamente contra a corrupção. Comportou-se mais como um pragmático do que como um patriota convicto.

    Sentem-se os primeiros indícios de desencantamento face a Putin na população, mas ao mesmo tempo, estamos perante uma ausência total de alternativas, o que torna a situação difícil e o futuro obscuro.

    Christian Bouchet – Acabámos de saber que o gigante russo do Petróleo, Lukoïl, parou o seu comércio com o Irão, incluindo quer o fornecimento de combustível a partir dos seus terminais no Médio Oriente, bem como o transporte de crude desde o mar Cáspio até ao porto iraniano de Neka. Isto não é, sem dúvida, uma decisão neutra… Qual é pois a posição real de Moscovo face ao dossier nuclear iraniano?

    Aleksandr Dugin - Moscovo hesita entre um apoio firme ao Irão e um apoio às pressões do Ocidente. A Rússia quer desempenhar o papel de país neutro que apazigua os ocidentais, mas que igualmente se afasta do Irão quando este tenta dotar-se de uma bomba nuclear prematuramente. Moscovo não vê Teerão – mesmo dotada de uma bomba nuclear – como um perigo, mas não quer muito simplesmente ser arrastado pelo Irão para o confronto deste com o Ocidente. Há aqui flutuações e não mudanças de rumo.

    Christian Bouchet – 2010 será o ano comemorativo da amizade Franco-Russa. Temos, em França, a impressão que Nicolas Sarkozy está a regressar aos fundamentos da diplomacia tradicional francesa, ensaiando uma ruptura estratégica com o atlantismo das suas origens. O que é que acham disto em Moscovo e o que é que o Kremlin espera do Eliseu?

    Aleksandr Dugin - Certamente que esta evolução não pode senão ser apreciada e aceite de uma maneira muito favorável.

    Há aquilo que é contingente e há o fundamental. Há a lógica do espaço político, da geopolítica, da qual não nos podemos desembaraçar. Esta lógica obriga a França a defender os interesses da Europa Continental e a levar a cabo uma política telurocrata. Pode afastar-se deste rumo mas não pode libertar-se dele sem correr o risco de se deslegitimar.

    Espero que o vosso presidente persista na sua nova orientação e que as relações russo-francesas se venham a tornar cada vez mais calorosas, tal como o eram na época de Jacques Chirac.

    Christian Bouchet – Para concluir, uma questão sensível na Europa: a da integração da Turquia na União Europeia. O que pensa o Kremlin disto e o que acha, na sua qualidade de geopolítico, desta?

    Aleksandr Dugin - O Kremlin opõe-se em absoluto à entrada da Turquia na União Europeia porque a Rússia quer desenvolver relações estratégicas com uma Turquia que cada vez se afasta mais dos Estados Unidos. Os próprios patriotas turcos são hostis ao facto do seu país vir a integrar a União Europeia. Quanto a mim, partilho a posição do Kremlin e das massas patrióticas turcas que temem perder a sua identidade nacional e cultural ao aderirem à União Europeia.

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