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Aleksandr Dugin | Modernização sem ocidentalização | 08.11.2010 8 2010, 21:46


Aleksandr Dugin

Modernização sem ocidentalização

"Projecto Eurásia"

A terceira posição

No seu notável artigo, Samuel Huntington, descrevendo o futuro choque de civilizações (clash of civilizations), mencionou uma fórmula muito importante modernização sem ocidentalização (modernization without westernization). Ele descreve a relação com os problemas do desenvolvimento socioeconómico e tecnológico de alguns países (por regra, do Terceiro mundo), os quais, compreendendo a necessidade objectiva de desenvolvimento e aperfeiçoamento dos mecanismos políticos e económicos dos seus sistemas sociais, recusam-se a seguir cegamente o Ocidente, e pelo contrário, se esforçam por colocar algumas tecnologias ocidentais opostas ao seu conteúdo ideológico ao serviço dos sistemas de valores do seu carácter nacional, religioso e político.

Assim, muitos representantes das elites do Oriente, tendo recebido formação ocidental superior, regressam às suas pátrias equipados com conhecimentos e metodologias técnicas importantes, e aplicam estes conhecimentos no reforço da potência dos próprios sistemas nacionais. Deste modo, em vez da aproximação, esperada pelos liberais optimistas, entre civilizações, produz-se o armamento de alguns regimes arcaicos, tradicionalistas com novíssimas tecnologias, o que faz a confrontação civilizacional ainda mais aguda.

A esta penetrante análise pode juntar-se a consideração de que a maior parte dos intelectuais ocidentais eminentes, homens de cultura, personalidades criadoras, foram por si mesmas, em grau notável, não conformistas e anti-sistema, e por consequência, gente do Oriente, e, estudando os génios do Ocidente, apenas se reforçaram nas suas próprias posições críticas.

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Alexandre Dugin | Visão Eurasianista | 08.11.2010 8 2010, 21:42


Alexandre Dugin

Visão Eurasianista

Princípios básicos da plataforma doutrinária eurasianista

Segundo 71% dos cidadãos russos pesquisados, a Rússia pertence a uma civilização peculiar eurasiática ou Ortodoxa -, portanto ela não segue o modo ocidental de desenvolvimento. Apenas 13% considera a Rússia como parte da civilização ocidental.

(Pesquisa pela VCIOM, Centro Panrusso para o Estudo da Opinião Pública, 2-5 de Novembro de 2001)

A amplitude da época

Cada época histórica possui seu próprio peculiar sistema de coordenadas políticas, ideológicas, econômicas e culturais. Por exemplo, o séc.XIX na Rússia passou sob o signo da disputa entre Eslavófilos e Pró-ocidentais[zapadniki]. No séc.XX o divisor de águas passou entre Vermelhos e Brancos. O séc.XXI se tornará o século da oposição entre atlantistas* (os apoiadores de um globalismo unipolar **) e eurasistas***.

* Atlantismo termo geopolítico significando:

- sob o ponto de vista histórico e geográfico, o setor ocidental da civilização mundial;

- sob o ponto de vista estratégico-militar, os países membros da OTAN (em primeiro lugar, os EUA);

- sob o ponto de vista cultural, a rede unificada de informações criada pelos impérios midiáticos Ocidentais;

- sob o ponto de vista social, o sistema de mercado, afirmado como sendo absoluto e negando todas as formas diferentes de organização da vida econômica.

Atlantistas os estrategistas da civilização ocidental e seus apoiadores conscientes em outras partes do planeta, objetivando colocar todo o mundo sob controle e impondo os estereótipos sociais, econômicos e culturais típicos da civilização ocidental ao resto da humanidade.

Os atlantistas são os construtores da Nova Ordem Mundial o sistema mundial sem precedentes o qual beneficia uma minoria absoluta da população do planeta, o chamado bilhão dourado.

** Globalismo o processo de construção da Nova Ordem Mundial, ao centro do qual estão os grupos oligárquicos político-financeiros do Ocidente, é chamado de globalização. As vítimas desse processo são os Estados soberanos, as culturas nacionais, as doutrinas religiosas, as tradições econômicas, as manifestações de justiça social, o meio-ambiente cada variedade espiritual, intelectual e material no planeta. O termo globalismo no léxico político costumeiro significa apenas globalismo unipolar, ou seja, não a fusão das diferentes culturas, sistemas econômicos e sócio-políticos em algo novo (como seria com o globalismo multipolar, globalismo eurasianista), mas sim a imposição de estereótipos ocidentais sobre a humanidade.

*** Eurasianismo (em seu sentido mais amplo) termo geopolítico básico indicado:

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A Grande Guerra dos Continentes | 08.11.2010 8 2010, 21:31


A Grande Guerra dos Continentes

No prelo (data estimada de publicação: 10 de Abril)

O principal ideólogo eurasianista da actualidade". - Revista Militar (Portugal)

"Dugin e a sua filosofia não são um episódio insignificante da história intelectual russa; pelo contrário, reflectem a tendência dominante nas actuais correntes políticas e culturais da Rússia. Se quisermos compreender o actual zeitgeist russo, é essencial familiarizar-nos com este intelectual, que exprime os mais profundos sentimentos quer de muitos dos seus concidadãos quer dos seus governantes. - Azure (Israel)

"Na visão apocalíptica de Dugin, a história do mundo consiste de um confronto centenário entre o hierarquicamente organizado poderio continental "eurásico" e o poderio naval liberal "atlantista". Actualmente, este confronto decorre com a Rússia e os EUA como os principais representantes destes dois tipos antagónicos de civilização, e a batalha final aproxima-se". - Free Republic (EUA)

"Este movimento liderado por Alexander G. Dugin, com a simpatia de Putin, associa num espaço geopolítico comum as potências continentais". - Revista da Armada (Portugal)

"Notório promotor da ideologia eurásica". - World Policy Journal (EUA).

A Grande Guerra dos Continentes enuncia, de modo acessível e condensado, as bases de fundo do Atlantismo (o primado da economia sobre a política) e da ideologia Eurásica (o primado da política sobre a economia), as duas forças antagónicas pelas quais já se regiam as ancestrais Roma e Cartago e, actualmente, se regem as duas maiores potências mundiais: os Estados Unidos da América e a Rússia. É uma obra de referência para qualquer estudante de ciências políticas, principalmente na sua vertente geopolítica, embora aborde, ainda que de modo irónico e bem humorado, a existência de duas teorias da conspiração, sob as quais recai a responsabilidade de boa parte dos eventos da História europeia e mundial.

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Eduardo Eugénio Silvestre dos Santos | A Geopolítica Russa: De Pedro O Grande a Putin, a Guerra‑Fria, o Eurasianismo e os Recursos Energéticos | 08.11.2010 8 2010, 21:25


Eduardo Eugénio Silvestre dos Santos

A Geopolítica Russa: De Pedro O Grande a Putin, a Guerra‑Fria, o Eurasianismo e os Recursos Energéticos

"A política de um Estado está na sua geografia.
Napoleão 1o.

A Rússia é uma charada, embrulhada num mistério, dentro de um enigma.
Winston Churchill

1. Introdução

Apesar do termo Geopolítica ter sido utilizado pela primeira vez pelo cientista político sueco Johan Rudolph Kjellen, apenas no final do século XIX, vários intelectuais importantes tinham já escrito sobre a influência da geografia na conduta da estratégia global das nações, e os confrontos pelo domínio de territórios e populações perdem‑se na neblina dos tempos. O termo surgiu na era da rivalidade imperialista entre 1870 e 1945, quando os impérios em competição travavam inúmeras guerras, gerando, alterando e revendo as linhas de poder que eram as fronteiras do mapa político mundial.2

Existem inúmeras definições de Geopolítica. Aqui se deixam algumas que, na opinião do autor, melhor reflectem e abrangem o pleno âmbito do termo:

Kjellen definiu‑a como o estudo da influência determinante do ambiente na política de um Estado. Para a Escola de Munique de Haushofer é a ciência da vinculação geográfica dos fenómenos políticos. Para N. Spykman, era o planeamento da política de segurança de um país em termos dos seus factores geográficos.3 Mais modernamente, G. OTuathail afirma que é o modo de relacionar dinâmicas locais e regionais com o sistema global como um todo4 e, em conjunto com J. Agnew, o mesmo autor escreve que estuda a geografia da política internacional, particularmente a relação entre o ambiente físico (localização, recursos, território, etc.) e a conduta da política externa.5

Na história do mundo, existem, em competição constante, duas aproximações às noções de espaço e terreno a terrestre e a marítima. Na História antiga, as potências que se tornaram em símbolos da civilização marítima foram a Fenícia e Cartago. O império terrestre que se lhes opunha era Roma. As Guerras Púnicas foram a imagem mais clara da oposição terra‑mar. Mais modernamente, a Grã‑Bretanha tornou‑se o pólo marítimo, sendo posteriormente substituído pelos EUA. Tal como a Fenícia, a Grã‑Bretanha utilizou o comércio marítimo e a colonização das regiões costeiras como o seu instrumento básico de domínio. Criaram um padrão especial de civilização, mercantil e capitalista, baseada acima de tudo nos interesses materiais e nos princípios do liberalismo económico. Portanto, apesar de todas as variações históricas possíveis, pode dizer‑se que a generalidade das civilizações marítimas tem estado sempre ligada ao primado da economia sobre a política.

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Eduardo Eugénio Silvestre dos Santos | O Eurasianismo: a nova Geopolítica russa | 08.11.2010 8 2010, 21:08


Eduardo Eugénio Silvestre dos Santos

O Eurasianismo: a nova Geopolítica russa

Em grandes linhas, existem actualmente duas aproximações quanto às opções geopolíticas da Rússia: os internacionalistas liberais ou ocidentalizadores (zapadniki) e os eurasianistas. Os primeiros (Gorbatchev, Kozyrev, Yeltsin, Trenin, etc.) crêem que os valores ocidentais do pluralismo e da democracia são universais e aplicáveis à Rússia. Os segundos (Dugin, Zhirinovsky, Zyuganov, Solzhenitsyn, etc.) têm linhas ideológicas nacionalistas e patrióticas que acreditam que, devido às particularidades geográficas, históricas, culturais e mesmo psicológicas, a Rússia não pode ser classificada como Ocidental ou Oriental, sendo um Estado forte e dominante na Eurásia. O Eurasianismo conseguiu reconciliar filosofias muitas vezes contraditórias como o comunismo, a religião ortodoxa e o fundamentalismo nacionalista.

Desde que Vladimir Putin assumiu a presidência da Rússia, em Dezembro de 1999, a política externa de Moscovo alterou o seu rumo. A sua nova aproximação baseia-se no Eurasianismo, uma obscura e velha moldura ideológica que emergiu agora como uma força maioritária na política russa.

Na história do mundo, existem, em competição constante, duas aproximações às noções de espaço e terreno a terrestre e a marítima. Na História antiga, as potências marítimas que se tornaram em símbolos da civilização marítima foram a Fenícia e Cartago. O império terrestre que se lhes opunha era Roma. As Guerras Púnicas foram a imagem mais clara da oposição terra-mar. Mais modernamente, a Grã-Bretanha tornou-se o pólo marítimo, sendo posteriormente substituído pelos EUA. Tal como a Fenícia, a Grã-Bretanha utilizou o comércio marítimo e a colonização das regiões costeiras como o seu instrumento básico de domínio. Criaram um padrão especial de civilização, mercantil e capitalista, baseada acima de tudo nos interesses materiais e nos princípios do liberalismo económico. Portanto, apesar de todas as variações históricas possíveis, pode dizer-se que a generalidade das civilizações marítimas tem estado sempre ligada ao primado da economia sobre a política.

Por seu lado, Roma representava uma amostra de uma estrutura de tempo de guerra, autoritária, baseada no controlo civil e administrativo, no primado da política sobre a economia. É um exemplo de um tipo de colonização puramente continental, com a sua penetração profunda no continente e assimilação dos povos conquistados, automaticamente romanizados após a conquista. Para os eurasianistas, na História moderna, os seus sucessores são os Impérios Russo, Austro-Húngaro e a Alemanha imperial. Contra o Atlantismo, personificando o primado do individualismo, liberalismo económico e democracia protestante, ergue-se o Eurasianismo, personificando princípios de autoritarismo, hierarquia e o estabelecimento de um comunitarismo, sobrepondo-se às preocupações de índole individualista e económica.

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Christian Bouchet | Entrevista com Aleksandr Dugin | 08.11.2010 8 2010, 20:59


Entrevista com Aleksandr Dugin

di: Christian Bouchet

Doutor em história das ciências e em ciência política, desde há muito director do Centro de Análise Geopolítica da Duma, Aleksandr Dugin é titular da cátedra de geopolítica na Universidade Lermontov de Moscovo (Universidade Estatal de Moscovo). O teórico mais conhecido do neo-eurasismo, é considerado como tendo uma grande influência nos meios políticos e militares russos. Foi publicada, muito recentemente, a sua primeira obra em língua portuguesa: A Grande Guerra dos Continentes, pela Antagonista Editora.

Christian Bouchet: Obrigado por ter aceitado responder às nossas questões. Há tantos acontecimentos políticos e geopolíticos sobre os quais gostaríamos que nos esclarecesse, que nos é difícil começar

Em 29 de Março último, a cidade de Moscovo foi vítima de duas explosões terroristas em estações de metro. No Ocidente, a pista dos islamitas do Cáucaso foi a única a ser privilegiada pela comunicação social de massas, contudo, algumas vozes discordantes afirmaram que se tratavam de acções sob falsa bandeira e que os incitadores de tais atentados bem podiam ser os serviços secretos georgianos, senão mesmo a CIA.

O que é que sabe acerca disto e qual é a sua opinião?

Aleksandr Dugin - A participação de islamitas nesses atentados é quase certa e Doku Umarov reinvindicou a sua responsabilidade. Existem, com efeito, no Cáucaso do Norte no Daguestão, na Ingúchia e na Chechénia pequenos grupos islamitas que continuamente travam uma luta armada contra a Rússia.

Ao mesmo tempo, também é certo que os serviços secretos georgianos, que se querem vingar da derrota do seu País na Ossétia do sul e na Abecásia, estão cada vez mais implicados no apoio a estas guerrilhas islamitas.

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Aleksandr Dugin | O Conservadorismo revolucionário: perpétua actualidade | 27.01.2009 27 2009, 17:26


Aleksandr Dugin

O Conservadorismo revolucionário: perpétua actualidade

O conservadorismo tradicional: fracasso, erigido em valor

Todos os conservadores têm um destino trágico necessariamente perdem. Esforçando-se por contrariar a novidade, que se considera (na maior parte das vezes justificadamente) como negativa, hereje, quase traidora das tradições e pilares antigos, eles estão condenados a perder batalha após batalha, pois o próprio tempo se encontra do outro lado da barricada. Parece que a posição dos conservadores tradicionalistas é, no fim de contas, apenas uma atitude estética, trágica, embora muito atraente, um certo gesto brilhante, mas notoriamente condenado ao fracasso.

Mais do que isso, a tenacidade dos conservadores na fidelidade ao que é antigo, está também, em determinado sentido, na posse dos seus antagonistas progressistas e modernistas de todos os tipos e cores: de facto, reconhecendo o seu campo como pura resistência, como inércia, como reacção, os conservadores deixam livres as mãos a todos aqueles que oferecem um projecto renovador, independentemente do que ele seja. Por definição, os conservadores põem obstáculos a quaisquer inovações, a quaisquer inovadores. Ao projecto dos modernistas opõem não o seu próprio plano, mas a total ausência de plano.

A essência da posição dos conservadores consiste em tudo deixar como era, como é. Isto, naturalmente facilita seriamente o trabalho daqueles que tudo querem mudar. Na verdade, o enorme estrato social, representado pelos conservadores, mete-se entre parênteses na discussão ou realização de novos programas, notoriamente recusando-se a apresentar o seu próprio projecto, o que seriamente reforça a concorrência e permite analisar com mais atenção o lado substancial do que os modernistas propõem.

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Aleksandr Dugin|Assimetria|25.01.2009 25 2009, 12:05


Aleksandr Dugin

Assimetria

Um olhar Objectivo

Convm olhar de novo, s e objectivamente, para a hodierna posio da Rssia, sem ofensas, emoes, nostalgia e exacerbao. Em que mundo nos encontramos? Que ameaas pendem sobre ns?

Qual a configurao do actual mapa do mundo do ponto de vista estratgico? Que devamos fazer em tal situao? E que podemos porque devemos fazer? Como nos consciencializarmos ns prprios do nosso lugar, e como o vem de fora da Rssia essas foras, das quais, efectivamente, muito dependemos? Poucos na nossa sociedade hodierna so capazes de, calma e desapaixonadamente, no s responder a estas questes, como tambm at de p-las.

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Aleksandr Dugin | "Projecto Eurásia" | Saudade | 21.01.2009 21 2009, 13:22


Aleksandr Dugin

Saudade

"Projecto Eurásia"

Há simplesmente a Sérvia, há simplesmente Portugal.

Mas a Sérvia respira, vibra, não por sim mesma como ela é, com hábeis construtores, astutos homens de negócios e o típico caos eslavo, -- mas pelo grande sonho do império pan-balcânico de Dushan o Forte, por uma vontade firme de uma Sérvia maior, pelo étnos eslavo, ardente, transcendental, apaixonado e orgulhoso. Darei a vida por ti, minha Pátria. Sei que dou e por que dou, foi escrito nas paredes das casernas dos servos bosníacos, erigidas no grande Amor do poeta mobilizado Radovan Karadjitch.

Portugal apenas pequeno país europeu não é rico nem influente. Não tem hoje absolutamente nada de que se orgulhar. Mas vive no pequeno povo ribeirinho o sonho secreto do império do rei Sebastião a esperança no quinto Império, a aparição impossível, à qual se esforçou por aproximar-se o notável escritor francês, místico, político e lobbiista geopolítico Domenic de Rue. Na língua portuguesa existe a palavra intraduzível saudade. Ela significa nostalgia, melancolia, sofrimento, mas ao mesmo tempo sentimento patriótico. Grande melancolia e grande patriotismo expressos numa só palavra saudade. Sacerdote desta inconcebível e extravagante religião foi Fernando Pessoa, o melhor poeta português contemporâneo.

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Aleksandr Dugin | "Projecto Eurásia" | Modernização sem ocidentalização | 21.01.2009 21 2009, 13:21


Aleksandr Dugin

Modernização sem ocidentalização

"Projecto Eurásia"

A terceira posição

No seu notável artigo, Samuel Huntington, descrevendo o futuro choque de civilizações (clash of civilizations), mencionou uma fórmula muito importante modernização sem ocidentalização (modernization without westernization). Ele descreve a relação com os problemas do desenvolvimento socioeconómico e tecnológico de alguns países (por regra, do Terceiro mundo), os quais, compreendendo a necessidade objectiva de desenvolvimento e aperfeiçoamento dos mecanismos políticos e económicos dos seus sistemas sociais, recusam-se a seguir cegamente o Ocidente, e pelo contrário, se esforçam por colocar algumas tecnologias ocidentais opostas ao seu conteúdo ideológico ao serviço dos sistemas de valores do seu carácter nacional, religioso e político.

Assim, muitos representantes das elites do Oriente, tendo recebido formação ocidental superior, regressam às suas pátrias equipados com conhecimentos e metodologias técnicas importantes, e aplicam estes conhecimentos no reforço da potência dos próprios sistemas nacionais. Deste modo, em vez da aproximação, esperada pelos liberais optimistas, entre civilizações, produz-se o armamento de alguns regimes arcaicos, tradicionalistas com novíssimas tecnologias, o que faz a confrontação civilizacional ainda mais aguda.

A esta penetrante análise pode juntar-se a consideração de que a maior parte dos intelectuais ocidentais eminentes, homens de cultura, personalidades criadoras, foram por si mesmas, em grau notável, não conformistas e anti-sistema, e por consequência, gente do Oriente, e, estudando os génios do Ocidente, apenas se reforçaram nas suas próprias posições críticas.

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21 2009, 13:19
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